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Games

Projeto no GitHub recompila Zelda: Tears of the Kingdom para rodar nativamente em Windows e Linux

O TotK Recomp ganhou 3.872 estrelas desde 29 de outubro, não inclui arquivos do jogo e exige uma cópia própria extraída do console

Por Redação Logado Tech

Publicado em

3 min de leitura

Produzida com inteligência artificial a partir das fontes citadas · como fazemos

Computador de mesa com monitor exibindo um jogo de aventura em um cenário aberto
Imagem: GitHub

Um repositório criado em 29 de outubro de 2026 no GitHub promete rodar The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, lançado em 2023 para o Nintendo Switch, como programa nativo de PC. O TotK Recomp, publicado pelo usuário valentderah, acumulou 3.872 estrelas desde a criação, segundo medição do Logado Tech. Ele funciona em Windows e Linux com processadores x86-64, a arquitetura dos PCs comuns.

A técnica usada é a recompilação estática. Em vez de emular o Switch, ou seja, imitar o console em software enquanto o jogo roda, o projeto traduz o código do jogo para instruções que o computador executa diretamente. A parte gráfica usa o Vulkan, interface moderna de acesso à placa de vídeo. A linguagem principal do repositório é C.

Sem arquivos do jogo

O repositório não traz nada do jogo. Quem quiser testar precisa de uma cópia obtida legalmente e extraída do próprio console: o jogo base mais a atualização 1.1.0, 1.2.1 ou 1.4.3. O autor avisa que não vai ensinar como conseguir esses arquivos. Como o jogo é montado na máquina do usuário a partir desses dados, o resultado contém o próprio jogo e, segundo a página, deve ficar só para uso pessoal, sem ser compartilhado.

O código do projeto está sob a licença MIT, mas a página ressalta que essa licença não concede direito algum sobre o jogo da Nintendo. O TotK Recomp se descreve como um projeto de fã independente e sem fins comerciais, sem ligação nem aval da Nintendo.

O que o projeto oferece

Entre os recursos listados na página do projeto estão:

  • 60 quadros por segundo por padrão, com opção experimental de até 144 fps ou a taxa do monitor

  • Resoluções personalizadas, supersampling e upscaling AMD FSR 1

  • Saída HDR10 e formatos de tela 16:10 (como no Steam Deck), 21:9 e 32:9 (ultrawide)

  • Menus de instalação e do jogo em português do Brasil, além de inglês, russo e chinês simplificado

  • Teclado, mouse e controle com remapeamento, vibração e giroscópio

  • Suporte a mods feitos para emuladores e a cheats no formato Atmosphère

No Windows, é preciso ter Windows 10 ou mais recente, processador com SSE4.2, placa de vídeo compatível com Vulkan 1.3 e cerca de 36 GiB livres durante a instalação (20 GiB depois). No Linux, os requisitos são os mesmos, mais kernel 6.7 ou superior e glibc 2.34 ou superior, o que inclui o SteamOS 3 do Steam Deck. Em ambos os casos, basta baixar o instalador na área de versões da página do projeto, escolher os arquivos do jogo, o idioma e a pasta de destino. O instalador monta o jogo uma vez.

O projeto está em fase inicial. Segundo o autor, o jogo já é jogável nas duas plataformas, mas falhas visuais e travamentos ainda são esperados. No Windows, o instalador não é assinado e pode gerar alerta do SmartScreen. Suporte a VRR, a taxa de atualização variável, está nos planos.

A página informa ainda que a maior parte do código e da documentação foi escrita por agentes de programação de IA (Claude Code) sob direção do mantenedor, que diz jogar cada versão e decidir o que entra. O trabalho se apoia em projetos como Ryujinx, hactool e outras recompilações feitas por fãs.

Redação Logado Tech

Redação

Equipe de jornalistas de tecnologia do Logado Tech.

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