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Segurança

Extensão falsa do Claude Code no Cursor pode ter afetado até 5 mil usuários

Pacote tentou instalar backdoor e ficou cerca de 11 horas na loja do Cursor; atualizar não basta, e a empresa orienta verificar a máquina

Por Redação Logado Tech

Publicado em

3 min de leitura

Produzida com inteligência artificial a partir das fontes citadas · como fazemos

Tela de notebook mostrando código JavaScript em editor de texto, com linhas coloridas sobre fundo escuro.
Foto: Marc Mueller seven11nash / Wikimedia Commons (CC0)

Um pacote malicioso que se passava pela extensão Claude Code, da Anthropic, foi oferecido na loja de extensões do Cursor, editor de código com inteligência artificial, na quinta-feira, 29 de outubro. O código tentava instalar um backdoor, uma porta dos fundos que dá ao invasor acesso remoto ao computador. Segundo o Cursor, até 5 mil usuários podem ter sido afetados.

De acordo com o Tecnoblog, a versão 2.1.313 ficou no ar das 6h27 às 17h35, no horário de Brasília. O Notebookcheck informa o mesmo intervalo em UTC, das 9h27 às 20h35, e fala em cerca de 11 horas, como a Wired; o Ars Technica cita quase 12. Quem tinha atualização automática ligada pode ter recebido o pacote sem fazer nada. O Cursor, que pertence à SpaceX, retirou a extensão, suspendeu temporariamente a loja e a reconstruiu antes de reativá-la. Segundo a empresa, não há evidência de adulteração em outros pacotes.

Há divergência sobre o alcance. O Notebookcheck afirma que o alerta do Cursor lista as versões 2.1.312 e 2.1.313 para Windows e macOS; as demais fontes citam só a 2.1.313, e a Wired menciona também o Linux. A versão limpa, 2.1.314, foi publicada horas depois.

O que a extensão fazia

Segundo o Notebookcheck, a extensão falsa tinha a aparência e o funcionamento da original. Assim que o editor abria, ela enviava a um servidor controlado pelos invasores dados como nome do usuário e do computador, sistema operacional, endereço IP e e-mail configurado no Git, além dos nomes de variáveis de ambiente que pareciam senhas ou tokens. Depois, adicionava uma chave SSH (protocolo de acesso remoto) chamada svc-telemetry e criava itens de inicialização no Windows e no macOS para tentar reconectar a cada 60 segundos, aproximadamente.

Na maioria das máquinas, o ataque falhou: o código tinha erros e precisava de permissão de administrador para abrir o túnel remoto. O risco maior ficou com quem rodava o Cursor com privilégios de administrador ou root. Ainda assim, os dados foram enviados e a chave continua no computador até ser removida. O Cursor diz ter derrubado o servidor dos invasores com o provedor de hospedagem. A Phorion, empresa de detecção, foi a primeira a identificar o pacote, no Mac de um cliente. Seu cofundador e CEO disse à Wired:

Todo mundo teve muita sorte aqui, isso era potencialmente uma base de apoio realmente perigosa para um invasor.

Calum Hall, cofundador e CEO da Phorion

Ainda não se sabe como o invasor publicou o pacote. Pesquisadores ouvidos pelo Ars Technica disseram que ele foi distribuído pela conta oficial da Anthropic no Cursor; segundo eles, o invasor obteve acesso a esse canal oficial de distribuição. A Anthropic nega falha própria: Felix Rieseberg, da equipe técnica, escreveu no X que um ator malicioso usou acesso à loja do Cursor para publicar uma cópia adulterada, que a empresa não criou nem publicou. O Cursor também afirmou que a versão não foi desenvolvida pela Anthropic, mas não explicou à Wired se houve invasão em seus sistemas. Segundo o Notebookcheck, as versões na loja da Microsoft, no Open VSX e no npm não foram afetadas.

O que fazer

Segundo o Cursor e o Notebookcheck, quem instalou ou atualizou a extensão no período deve:

  • Saber que atualizar para a 2.1.314 não remove a chave nem os itens de inicialização.

  • Procurar o termo svc-telemetry no arquivo authorized_keys da pasta .ssh do usuário (no Windows, também em C:\ProgramData\ssh\administrators_authorized_keys).

  • Se encontrar, rodar os scripts de limpeza oferecidos pelo Cursor para Windows e macOS.

  • Trocar senhas, tokens e chaves de API acessíveis pela máquina, usando outro aparelho confiável; reinstalar o sistema é a opção mais segura.

O Cursor informou que vai contatar diretamente os usuários potencialmente afetados.

Redação Logado Tech

Redação

Equipe de jornalistas de tecnologia do Logado Tech.

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